quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Civilização: o grande obstáculo da felicidade humana


           A civilização é a grande responsável pelo mal estar do homem na vida moderna



Em O mal estar na civilização (1930), Freud faz uma análise da vida do homem civilizado.  A principal teoria defendida pelo psicanalista nessa obra é de que o homem não é feliz na civilização. Segundo ele, o princípio do prazer é o que rege a vida do homem: todo o indivíduo está sempre em busca da felicidade, que aqui pode ser entendida por um lado, como a vivência de grandes prazeres, evitando-se, por outro, experiências desprazerosas, que provoquem dor ou sofrimento.Nesse sentido, o homem estaria infeliz com a vida civilizada justamente porque a civilização exige uma série abdicações do indivíduo em favor do coletivo.
Assim, são instauradas regras, leis e punições que levam o homem a ser controlado externamente e internamente – por sua própria consciência – limitando sua liberdade e impedindo a realização da maioria dos seus desejos ocultos, que em grande parte são sexuais e reprovados pela civilização. Dessa forma, impedido de atender a seus extintos, o homem tem buscado meios através dos quais pudesse canalizar esses desejos ocultos para que eles o sufocassem. 

Nesse nicho Freud aponta uma série de atividades culturalmente desenvolvidas das sociedades: artísticas, intelectuais, religiosas; além dessas, ele também aponta o auto isolamento do indivíduo, a intoxicação química e até patologias como as neuroses e manias, chegando à loucura. Em todos os casos, o que o sujeito busca é uma forma de desvincular-se da realidade que o faz sofrer por ter de reprimir os seus instintos mais fortes e secretos.Freud também problematiza os aspectos comumente considerados positivos da civilização. Segundo ele, o desenvolvimento tecnológico e científico, que trouxe consigo uma série de benefícios como o desenvolvimento de próteses que visam potencializar as capacidades humanas (como óculos e rodas), o surgimento de meios de comunicação e transporte de longas distâncias (como telefones e trens), e a descoberta de medicações e tratamentos que "aumentam o poder" do homem (quando não acabam por dominá-lo) sobre sua própria vida, nada mais fez do que acabar com os problemas que a própria civilização criou.

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