O princípio do prazer
Em
O
mal estar na civilização(1930), Freud
revela que o objetivo do homem na vida é alcançar a felicidade.
Segundo ele, o homem “quer a ausência de dor e desprazer e, por
outro lado, a vivência de fortes prazeres.”[p.19]. A essas duas
metas corresponde o chamado princípio do prazer. Freud afirma que "é simplesmente o programa do princípio do prazer que estabelece a finalidade da vida." [p.20] contudo, ele é absolutamente irrealizável, visto que todas as disposições do universo contrariam: "Seria possível dizer que o propósito de que o homem seja feliz não faz parte do plano da criação" [p.20]. Freud assinala ainda que o homem não pode ser feliz o tempo todo, que felicidade é momento, não estado: "aquilo que chamamos 'felicidade', no sentido mais estrito, vem da satisfação repentina de necessidades altamente represadas, e por sua natureza é possível apenas como fenômeno episódico" [p.20]. Freud identifica 3 fontes de sofrimento para o homem que o impede de alcançar a tão almejada felicidade. São elas:
- a prepotência da natureza;
- a fragilidade de nosso corpo;
- a insuficiência das normas que regulam os vínculos humanos na família, no estado e na sociedade.
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